Como ele próprio afirma nesta sua jornada muito pessoal, Jonathan Franzen era o tipo de garoto que tinha medo de quase tudo: aranhas, bailes na escola, mictórios, professores de música, bumerangues, meninas muito populares - e até dos próprios pais. Por outro lado, não tinha nada contra garotos "caxias", a não ser um medo terrível de ser visto como um deles, porque isso na certa o excluiria de todo e qualquer convívio social. Encarando a puberdade com o mesmo espírito com que um exímio trapaceiro enfrenta um golpe difícil de aplicar, ele fingia ser um menino capaz de dizer palavrões com naturalidade e que não gostava muito de pilotar sua calculadora Texas novinha em folha.
Nessa honestíssima e bem-humorada história pessoal da infância e juventude passadas no Meio-Oeste americano, seguida da vida adulta em Nova York, Jonathan Franzen retrata, de passagem, toda a turbulência da década de 1970. E ao fazê-lo exibe a mesma mescla de comicidade e ternura que marca sua obra ficcional, já comparada pela crítica à de Thomas Mann e à de Don DeLillo. Um retrato envolvente de um percurso intelectual e afetivo único.
Com um bem humorado relato da infância e juventude passadas no meio-oeste americano, seguida da vida adulta em Nova York, Jonathan Franzen traça não apenas um delicado acerto de contas com o passado, mas também um inventário de quatro décadas de história pessoal e das mudanças radicais pelas quais passamos desde a década de 1960.
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Link Solidifiles: Jonathan Franzen - A Zona do Desconforto
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